ARCO-ÍRIS OÁSIS NEGRO



PREFÁCIO
ARCO-ÍRIS OÁSIS NEGRO
ODE ÀS MULHERES DITAS LOUCAS
CONTOS ERÓTICOS



A "loucura" – no caso das mulheres ditas “loucas” –, não é sinônimo de irracionalidade ou insanidade como supõem e/ou dizem muitos dos homens que com elas se relacionaram ou cruzaram o caminho, mas: 

1- De excentricidade: 

2- De inteligência acima da média; 

3- Da capacidade – por serem dotadas de um sexto sentido – de possuírem um quê a mais em relação aos seres do sexo masculino, e de deduzirem coisas a partir da própria imaginação que, na maioria das vezes, logo serão também por elas comprovadas. 

Poucos homens, ao logo da história, e somente os chamados gênios, foram ou são dotados do poder de imaginação. Albert Einstein[1], físico teórico nascido no século XIX, foi um deles. Num certo dia, ao realizar importantes estudos teóricos usando mais a imaginação do que a própria razão, conclui ele, Einstein, que a primeira era mais eficaz, poderosa ou importante que a segunda. 

Einstein, por exemplo, ao pensar e formular a teoria da relatividade, e também ao teorizar sobre a ideia de energia (E=m.c²), primeiro imaginou-se viajando na velocidade da luz (para ele tudo seria relativo, pois se avistaria um mesmo objeto, quase que ao mesmo tempo, de vários pontos ou ângulos diferentes); e depois sobre o que ocorreria com uma massa que supostamente fosse chocada com outra que estivesse viajando nessa mesma velocidade (ocorreria, descobriu-se tempos depois, a chamada quebra do átomo ou fissão nuclear, liberando-se energia, e gerando-se uma reação em cadeia, a chamada bomba atômica). 

O que se quer dizer, em outras palavras, é que o poder de imaginação, no caso da mulher dita louca, dá a ela a capacidade de intuir, de ver, sentir ou descobrir coisas ocultas, mesmo que não se tenha inicialmente qualquer aparente prova. 

Uma mulher dita louca, por exemplo, é capaz de imaginar que um homem a está traindo, ainda que, ele, esse mesmo homem, julgando-se mais sábio ou perspicaz que ela, acredite que tenha sido perfeito em seu crime. Ele, o traidor, não é capaz, por exemplo, de pensar que a mulher dita louca pode começar apenas comparando a forma como ele fazia amor com ela, quando eles se conheceram, ou mesmo algumas semanas antes, com a forma como ele a está tratando e fazendo amor com ela agora e, a partir daí, imaginar que ele age assim porque tem outra ou outras. 

A partir daí, perseguindo a lógica da sua imaginação ou intuição, associando fatos incomuns, imagens comprometedoras, cheiros diferentes etc., ela já terá a certeza, para ela própria, de que está sendo traída, mesmo que o homem sempre negue, e ela não tenha também nenhuma prova concreta que substancie a sua tese. Ela, a mulher dita louca, a partir daí começará então com a busca das possíveis provas com bases nas deduções e imaginações desenvolvidas. 

No final, creia-se ou não, podem-se passar dez anos: ela provará que sempre esteve certa, isto é, que estava sendo traída (e certamente dará o troco sem o homem nunca ficar sabendo, caso esse seja o seu objetivo). 

Em outras palavras, quando um homem disser "aquela mulher é ou está louca!", é porque, na verdade, ele é pouco inteligente ou alienado e, portanto, incapaz de compreendê-la: de ver o problema ou a vida pela ótica complexa e holística que a mulher, principalmente dita “louca”, sempre vê. 

II 

O que muitos desconhecem, é que esse tipo de mulher, a dita “louca”, trabalha com a inteligência aliada à busca de realidades possíveis e integradas. 

Ou seja, elas conseguem ver ao mesmo tempo a árvore e a floresta; elas conseguem, ao conhecer um homem qualquer, imaginar hipóteses sobre como será a vida do casal depois. 

A mulher, especialmente a dita louca, foi e ainda hoje tem sido educada ou socializada para ser capaz de ver e/ou fazer relações entre as partes e o todo em qualquer coisa que esteja envolvida. 

Esse tipo de mulher, em sua grande maioria, é capaz de fazer várias coisas ao mesmo tempo sem cometer erros ou abrir mão do fator qualidade. Nos relacionamentos, outro fator interessante, a mulher dita louca é sempre ou quase sempre aquela que escolhe o homem. Muitas vezes escolhe apenas para poder fazer um teste: para saber se a vida dos dois será mesmo como aquela por ela antes imaginada. Se não for, mesmo dentro da sua imaginação, ela o descarta e prefere ficar solteira, isto é, livre para novas experiências. 

As mulheres "ditas loucas", nos dias de hoje, em virtude da busca por maior igualdade entre os sexos, estão sempre ou quase sempre também em busca do novo ou de novidades, ou seja, de pessoas acima da média, de algo que fuja do comum, que seja inusitado. Mas não, porém, de futilidades e/ou de homens sem conteúdo, caráter, humildade, gentileza e um pouco de ambição. 

Isto é, apesar de ditas loucas, elas preferem homens que, mesmo com os pés no chão, gostam de sonhar e realizar grandes coisas; gostam de homens que buscam a felicidade, que passam a vida criando, recriando ou perseguindo melhores formas de ser e existir. As mulheres ditas loucas, antes de qualquer coisa, querem se sentir especiais porque se sabem únicas, excêntricas, e adoram ser admiradas e amadas simplesmente por serem do jeito dito louco que são... 

Elas, sendo assim, são lindas não somente porque cuidam do corpo e do visual, mas também porque têm inteligência acima da média, estilo e personalidade forte. 

Quando elas chegam em qualquer ambiente social, numa festa, por exemplo, são admiradas pelos homens e, em contrapartida, odiadas, apedrejadas e/ou caluniadas pelas mulheres ditas comuns. 

Quando você deparar-se com uma mulher dita louca, não lhe diga coisas óbvias, do tipo: "Nossa, como você está linda!". Diga: "Quando você chegou tudo de repente ficou em preto e branco e somente você colorida". Para ela, isso é o que realmente acontece: quando elas chegam, sabem que causam um eclipse, que ofuscam todas as outras, que roubam a cena, seja pelo carisma, pela graça, pela doçura, pela simpatia ou simplesmente pelo conjunto irresistível da obra. 

Ao invés de dizer: "Você é a mais bela de todas..." Diga: "Você tem um quê de paraíso". 

Todavia, a fim de evitar-se qualquer possível mal entendido, vai aqui também um importante aviso: as mulheres do tipo ditas "loucas", ao contrário do que muitos homens erroneamente acreditam, não são aquelas que estão sempre dispostas a fazerem um barraco por qualquer coisa: essas (como também muitos homens), ao contrário:

1- São as mulheres do tipo bárbaras ou primitivas;

2- São as mulheres que carecem de socialização, civilidade e um mínimo de boa educação.

3- São as mulheres que não são admiradas e nem tampouco desejadas pelos homens, mas, na maioria das vezes, ridicularizadas, ironizadas. 

Isto é, os autênticos homo sapiens, os homens de valor, fogem das mulheres primitivas, barraqueiras ou bárbaras como “o diabo foge da cruz”. A verdade é que, mulheres do tipo ditas “loucas”, não foram feitas para homens medíocres, medianos, fracos, sem inteligência e/ou incapazes de criarem metáforas. 

No caso delas, e somente no caso delas, a dita loucura, assim como também a dos considerados gênios, tal qual dizia Nietzsche, não é sinônimo de doença, mas sim de saúde interior. 

Todo homem inteligente sabe que não é fácil sair com uma mulher do tipo dita “louca”. Sabe, inclusive, que é muito mais difícil ainda mantê-la se tiver tido a sorte de cair nas graças dela! Na maioria dos casos, além de adjetivos qualitativos vários, poder econômico e etc., o homem precisa até mesmo ser expert em logística, caso tenha a pretensão de – a partir de um primeiro encontro, objetivando algo mais sério – novamente convidá-la para sair. 

Arco-íris Oásis negro (v.1) é um livro de contos eróticos, pertencente à Coleção “NOVOS MESTRES DA LITERATURA”. 


Sobre a Coleção “NOVOS MESTRES DA LITERATURA” 


Desde há muito tivemos a ideia de realizarmos uma criteriosa análise literária em relação a obras que chegavam às nossas mãos pleiteando publicação e, assim, escolhendo as melhores, publicá-las, autor por autor, em edição bilíngue, numa coleção chamada “NOVOS MESTRES DA LITERATURA”. E hoje ela finalmente está aí, trazendo o melhor da literatura contemporânea para vocês. 

A cada nova publicação ou edição, temos descoberto excelentes autores. Autores que não somente são especialistas no que fazem, mas também em criar novos sentidos, releituras, críticas sociais, utopias, utilizando a literatura como viés para expressarem suas visões de mundo, etc. 

Se você acredita ser também um Novo Mestres da Literatura, envie-nos seus textos para análise. 
Os editor

[1] Albert Einstein em 1095 publicou um artigo chamado "A Inércia de um corpo dependerá de seu conteúdo energético?". Nele apresentou pela primeira vez a equação que define a relação de massa e energia. Segundo ele, uma "pequena" quantidade de massa, viajando no vácuo na velocidade da luz, produziria uma quantidade de energia muito "grande".

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