SER TUDO O QUE SE PODE SER - AXIOMAS DE ARISTÓTELES
(A5, 126 P.)
AUTOR: CLEBERSON EDUARDO DA COSTA
PREFÁCIO
"Ser
(tudo) o que se pode ser” traduz-se no desenvolvimento da humanização e/ou da
autonomia intelectual, estando estas fundamentadas, entre outras coisas, na
capacidade do indivíduo de ser:
1-
Coletiva
e individualmente politicamente participativo;
2-
Socialmente
equitativo;
3-
Moral
e eticamente reflexivo;
4-
Esteticamente
criativo;
5-
Culturalmente
tolerante e respeitoso das diferenças;
6-
Ambientalmente responsável;
7-
Econômica
e socialmente autossustentável;
8-
Intelectualmente
autônomo, emancipado e/ou capaz de aprender a aprender.
9-
Cultural
e politicamente cosmopolita, ou seja, fazer-se cidadão do mundo, desenvolvendo
em si uma cidadania planetária.
“Ser
(tudo) o que se pode ser”, nesse sentido, é poder exercer a capacidade
reflexiva e racional que todo “ser homem” naturalmente traz em si, estando esta
direcionada também ao desenvolvimento da sua potencialidade criativa e
avaliativa para a quebra e, como diria Nietzsche, também para a criação de
novos valores.
Se
para Nietzsche o homem precisa ser superado, essa superação não pode se dar
quando as formas de saber – instituídas pelo próprio homem, sejam elas quais
forem – se tornam dogmáticas, ortodoxas, paradigmáticas e se cristalizam como
sendo as únicas ditas “fontes de verdades”, e nas quais todos devem dela
beber.
“Ser
(tudo) o que se pode ser”, dentro desse contexto, é ter em si um espírito leve,
capaz de transcender e transitar por todas as formas ditas de saber, buscando
estabelecer diálogos entre elas. É “ser” sabendo que o ser homem “completo e
acabado, finalizado”, quando existe, não se encontra humanizado, mas
pré-determinado, Mediocrizado.
Ou
seja, ser (tudo) o que se pode ser é:
1- Poder estar, enquanto ser social e animal
político (Aristóteles), sendo racional e/ou reflexivo; Isto é:
2- Poder estar participando
ativamente, de forma individual ou coletiva, dos rumos da pólis.

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