CAPITALISMO, APOLOGIA DA VITA ACTIVA E DANO EXISTENCIAL


(A5, 114 PÁGINAS)

PREFÁCIO



Nós criamos de fato a nossa própria história ou vida? Nós fazemos a nossa história, e se a fazemos, fazemos como queremos? Nós somos responsáveis pelo nosso destino?
Podemos, por exemplo, em sentido macro, nas sociedades capitalistas, onde tudo é mercantilizado e mercantilizável, inclusive o que é imaterial, ainda que tenhamos nascidos pobres ou miseráveis, sem qualquer direito à herança de algum parente rico ou dito talento nos esportes, ou nas artes, tornarmo-nos incluídos sociais, milionários ou bilionários em uma única vida se quisermos, se formos inteligentes, se formos motivados e/ou esforçados, se colocarmo-nos como responsáveis e/ou criadores dos nossos destinos, tais quais têm afirmado aqueles que, pautados em valores e princípios capitalistas, desenvolvem discursos existencialistas sob a égide de princípios meritocráticos?
A resposta, para os leigos ou para aqueles que, ávidos por receitas de bolo, em tudo encontram um meio de generalizar e simplificar a solução dos problemas da exclusão social, pode até parecer positiva, simples e direta, mas é complexa e exige-nos fundamentação epistemológica não somente na filosofia, mas também na antropologia, na sociologia, na psicologia e em muitas outras áreas do conhecimento.
O fato primordial, como se verá nesse trabalho (Dissertação de Mestrado), é que o capitalismo, numa tentativa ideológica de continuar culpando o excluído pela sua própria condição de exclusão, tem se utilizado dos axiomas da filosofia existencialista para fins de propagação das ideias meritocráticas e, na mesma via, para fazer apologia da “Vita Activa” em oposição à “Vita Reflexiva”, causando, como historicamente tem causado, danos existenciais irreparáveis à classe proletária, na medida em que as suas existenciais têm se resumido à ideia de qualificação e requalificação para o chamado mercado de trabalho, assim como também a terem uma existência cativa à vida de consumo, e não à realização dos seus projetos de vida, e muito menos ao exercício do pensar.
Ou seja, em outras palavras, o capitalismo, sob a égide da ideia de um existencialismo meritocrático, tem prolongado, abortado ou impedido o processo de tomada das consciências críticas de si e de mundo dos proletários ou excluídos sociais, fazendo-os abdicarem, conscientemente ou não, de caminhos relativos às suas realizações (enquanto seres humanos) que não estejam atreladas às ideias de submissão ao mundo do trabalho e a vida de consumo.

Sobre a Coleção

“FILÓSOFOS DO NOSSO TEMPO”


Há algum tempo tivemos a ideia de realizarmos uma criteriosa análise em relação a obras que chegavam às nossas mãos pleiteando publicação e, assim, escolhendo as melhores, publicá-las, autor por autor, em edição bilíngue, numa coleção chamada “FILÓSOFOS DO NOSSO TEMPO”. E hoje ela finalmente está aí, trazendo o melhor dos filósofos contemporâneos para vocês.
A cada nova publicação ou edição, temos descoberto excelentes pensadores. Filósofos que possuem não somente excelente formação, mas também a capacidade de, com as suas ideias, nos fazerem pensar de maneira crítica, dando-nos a possibilidade de compreendemos e resolvermos de maneira mais eficiente e eficaz os problemas do nosso tempo.
Se você acredita ser também um “filósofo do nosso tempo”, envie-nos seus textos para análise. E-mail: clebersonuerj@gmail.com
Os editores




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